terça-feira, 29 de setembro de 2009

Primavera na paulista


Os paulistanos nunca param e a Avenida Paulista, pólo econômico e cultural da cidade, também não. Passarela para os engravatados que saem apressados de seus enormes edifícios me surpreendeu no primeiro dia dessa primavera.
O sol e o dia quente animaram os moradores da terra da garoa, e eu também tive uma surpresa com a cidade. Fui parar na paulista para realizar um curso e o dia ensolarado me convidou para um passeio. O cenário é muito diferente do retrato diário da avenida. O movimento intenso é mais descontraído e os ternos trocados por roupas de ginástica.
A avenida paulista movimenta milhões de dólares por ano, é sede de empresas, bancos, hotéis e hospitais. Mas foram artistas de rua, música ao vivo, trabalhos artesanais e a feira de antiguidade que chamaram minha atenção. Sentei por alguns minutos no vão livre do MASP e me perguntei por que eu não faço isso mais vezes. E é exatamente nesse espaço que acontece a Feira de Antiguidades, referência do mercado de arte no Brasil. 120 expositores se agrupam no vão livre do MASP há 30 anos.
Curiosa, perguntei para um dos expositores que, com sua roupa quase fantasia, parecia que havia saído diretamente de um livro de história. “ Moço, o senhor trabalha com que durante a semana?”, com seu sotoque vindo diretamente de portugal me diz: “Oras, eu tenho meu ateliê, mas tem gente que só expõe aqui mesmo”. Queria poder falar com todos, conhecer cada uma daquelas pessoas e sua relação com São Paulo, a cidade que é tão deles.
Do outro lado da calçada as figuras menos históricas vendiam brincos, roupas, artesanatos ao som de uma alta poesia declamada dentro do parque Trianon.
Voltei feliz para casa, entendendo que essa São Paulo de tanta gente também pode ser um pouco minha.

Marcela Marques

terça-feira, 22 de setembro de 2009

3,5 milhões continuam circulando no dia mundial sem carro

Hoje, terça feira 22 de setembro, muitas cidades participam da campanha para o uso de meios de transportes alternativos, com o Dia mundial sem carro. Eu deixei o meu na garagem para ver bem de perto a situação do transporte público na maior cidade da América Latina.
3,5 milhões de veículos circulam diariamente pelos 17.220 km de ruas da cidade de São Paulo e no dia de hoje não foi muito diferente, já que não havia alternativas para o transporte público para que as pessoas pudessem optar por deixar seus carros em casa.
“A SPTrans e a CPTM não montaram nenhuma programação especial e vão circular com a mesma frota. A alegação é que não está previsto um aumento significativo na demanda por causa da data”, diz a edição de hoje do jornal Estado de São Paulo.
Ou será que ninguém – além de mim e do prefeito Kassab - deixou voluntariamente o carro em casa porque não havia nenhuma programação para estimular esse ato? Uma coisa, automaticamente, leva à outra.
Nos ônibus, o de sempre. O ar sem circulação e as janelas fechadas em função da chuva, o amigão que insiste em deixar o som muito alto como se todos adorassem aquele pagode chiado, o cobrador cochilando entre um apitinho da catraca e outro. Do lado de fora buzinas e sirenes típicas de qualquer outro dia nas avenidas da cidade. Todos sabem que em dia de chuva São Paulo para, e no DIA MUNDIAL SEM CARRO não foi diferente.
Marcela Marques

quinta-feira, 17 de setembro de 2009


E o Mundicidade está no ar.

É um blog jornalístico?
Sim.

Sobre o quê?
Sobre o que os produtores deste julgarem interessante para seus leitores.

E o foco?
O foco está em tudo o que acontecer sob os limites da cidade de São Paulo e região, e estiver ao alcance de seus produtores, claro.

Vão falar de tudo mesmo?
Sim, é aí que está a jogada. Aqui você poderá encontrar de tudo!

Cara, explica isso direito, de uma vez por todas... Que parte do tudo você não entendeu, meu velho?! Tudo é tudo!! T-U-D-O!

Tá certo, valeu..."As vezes eu acho que estou na profissão errada. É cada maluco que me aparece!!!Hunf!!"